Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2016

Antonio Cabral Filho Livro Oficial * Antonio Cabral Filho - RJ

Antonio Cabral Filho
Livro Oficial
https://antoniocabralfilhos.wordpress.com/ 
***
Livro Oficial, 
livro-blog do poeta Antonio Cabral Filho,
 é uma seleção de poemas reunidos simplesmente  para demonstrar as transformações por que passa a produção poética do autor. 

Antonio Cabral Filho
 descobriu a poesia nas estradas da vida, desde sua infância em Minas Gerais, na adolescência em comunidades carentes do Rio de Janeiro - Favelas da Mineira, São Carlos e Turano, do contato com a Cultura Negra marginalizada dos guetos, onde aprendeu que o samba não é essa mercadoria vendida nos carnavais; e assim continua ao longo de sua vida de proletário pai de família, se virando nos trinta pra seguir adiante.

Livro Oficial
é um projeto de cem poemas, onde os amigos / leitores encontrarão um retrato do autor, suas incursões nas hordas vanguardeiras do poema processo, da arte correio, da poesia marginal carioca, do poema piada, da poesia minimalista, sempre de modo "beiradeiro", para não se vincular tanto a ponto de ser tido como "isso ou aquilo".

Antonio Cabral Filho Livro Oficial,
assim, é um cartão de visita do autor, que só pode ser concebido pela experiência, bem ao contrário dos livros "produzidos" para auto - promoção de autores com pouco ou nenhum domínio do que diz fazer. Por exemplo, sua entrada no ambiente da poesia de formas-fixas, como haicu, trova, soneto, oitavas, dar-se-ão com o passar do tempo, com a aquisição de amadurecimento estético e psicológico, o suficiente para escrever humor, romantismo, filosofia e nonsenses nas entrelinhas do verso. Ou seja, não é algo que chegou de modo forçado, como acontece com quem vai para as "escolinhas" fazer exercícios até achar que entendeu a coisa. 

Livro Oficial,
deste modo, vem contemplar àqueles que ainda não conhecem o Poeta Antonio Cabral Filho por inteiro, desde a sua poesia espontânea, instintiva, passando pelas experiencias estéticas de vanguarda, até sua consolidação nos meios da poesia de formas - fixas, projetando o autor em toda sua plenitude de poeta maduro, seguro dos movimentos da pena.

***

sábado, 13 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 24 de julho de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

POETIZANDO Nº38 * Antonio Cabral Filho - Rj

POETIANDO
Revista Literária
Editores
Eunice Mendes /
Walmor Dario Santos Colmenero
São Vicente - SP
http://www.revistapoetizando.blogspot.com.br/2014_10_01_archive.html 

***

sábado, 20 de setembro de 2014

LETRAS TAQUARENSES Nº 59 SETEMBRO 2014 * ANTONIO CABRAL FILHO - RJ

LETRAS TAQUARENSES Nº 59
SETEMBRO 2014 * ANTONIO CABRAL FILHO

http://pt.calameo.com/books/001893073127fd36cf737

Rio de Janeiro - Rj
***
NESTA EDIÇÃO
Cida Micossi, Érico Veríssimo, Maria José Dias, Eliana Ruiz Jimenez, Humberto Del Maestro, Renata Paccola, Olivaldo Junior, Elza Chola, Antonio Augusto de Assis, Jessé Nascimento, Henny Kropf, Arlindo Nóbrega, Ivone Vebber, Araci Barreto, Marlos Degani, Silvério da Costa, Osael de Carvalho, João Batista Serra, Fernando Vasconcelos, Walter Siqueira, Lírian Tabosa, Antonio Luiz Lopes Touché e Antonio Cabral Filho.
***

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PEDRO GIUSTI ENTREVISTA ANTONIO CABRAL FILHO * ANTONIO CABRAL FILHO - RJ

MOMENTO LITERO CULTUAL - SELMO VASCONCELLOS  - RO
ANTONIO CABRAL FILHO

"O poeta é um romântico revolucionário em tempo integral."
__________________________________


Entrevistador: PEDRO GIUSTI, POETA E TROVADOR MARANHENSE
TROVADOR PEDRO GIUSTI E OUTROS VERSOS
http://pedrogiushttp://pedrogiusti.blogspot.com.br/ti.blogspot.com.br/

Entrevista:

***


P: Quem é Antonio Cabral Filho?
R: Gosto deste modo de perguntar; porque é frontal e permite uma resposta extensa ou sucinta; mas prefiro esta: Sou Antonio Cabral Filho, que em vossa presença emigra; do pinto que não quer milho, João Cabral que lhe diga.



P: Como começou a escrever? Teve influências familiares?
R: Durante a catequese no meio rural em que vivi até aos quinze anos, é comum o uso das formas literárias e musicais populares; e foi aí, dentro da igreja que fiz contato com a poesia, fazendo quadras para cantar durante as aulas de catecismo, em sua maioria, dedicadas a Nossa Senhora. E, como não podia deixar de ser, minha maior instrutora foi minha mãe, que ainda canta "Ìndia, seus cabelos nos ombros caídos, negros como anoite que não tem mais fim..." como ninguém.



P: Por que poesia?
R: A poesia é meu forte, em função da objetividade com que ela serve para dar a resposta certa na hora certa ao interlocutor certo...



P: Como o poeta se coloca no mundo?
R: No meio da arena, com uma espada em cada mão...



P: Como é seu processo de criação? Existe inspiração?
R: Relâmpago, como agora; a resposta é medida pela pergunta. Inspiraçâo?  "Por Deus e por todas as coisas em que não creio, minha sombra fala, mas não no creio." (O Viandante e Sua Sombra - Nietzsche)


P: Atualmente, para quem os poetas escrevem?
R: Não somente os poetas, mas todo escritor escreve para si mesmo.


P: A arte é própria dos artistas ou todo mundo é artista?
R: Ferreira Gullar fala sobre isso o tempo todo e eu concordo: Todo mundo é artista. O que diferencia os "artistas" do seu conjunto (humanidade) é a sensibilidade com referencia a sua criação: Jamais existirão dois "Fernando Pessoa".


P: Despertar para a literatura é despertar para si mesmo?
R: Na medida em que seja despertar para o Mundo, sim.



P: A arte contribui para melhor compreensão do mundo?
R: Arte é integração da pessoa com o Mundo, e, na medida em que despertamos para nós mesmos, rompemos o processo alienante e nos tornamos sujeitos, frente a nós , portanto frente ao mundo.



P: Crê que a poesia, mesmo a não engajada, é um agente de
transformação pessoal? E social?
R: Até Marx já falou sobre isso: Um bom poema de amor é engajado na medida humana do Amor, uma vez que ELE resgata a pessoa na dimensão individual e a transporta para o coletivo ante a pessoa amada.


P: Acha importante o intercâmbio entre os escritores e seus leitores?
R: É a maior "oficina" do escritor; pois se recebe contribuições fantásticas, às vezes sem a menor pretensão.


P: Como vê os prêmios, concursos, eventos e afins? Contribuem
realmente para melhor literatura e formação de público?
R: Como palcos da produção, onde se realizam as suas concretudes, uma vez que "vender" uma ideia ou um produto depende desses dois componentes: A VIA de acesso e o DESTINATÁRIO.


P: A internet disseminou a literatura? Como vê os sites, blogs? Como
alteram a relação entre escritor/público?
R: A INTERNET assustou muita gente; a mim inclusive, que desmontei uma livraria e distribuidora em 1992, por trabalhar, basicamente, com livro didático, o mais "xerocado" e "baixado" do mundo; no entanto, para a literatura, ela representa um espaço ilimitado, pois permite acesso a mais pessoas e combate o preço final do livro impresso. Os blogs são "nossos fanzines" de outrora, tão guerreiros, buscando sempre mais adeptos/fãs/colecionadores...



P: Considera os saraus importantes para a socialização da poesia?
R: São fantásticos espaços de encontro entre escritores, leitores, boêmios, personagens etc


P: Como vê a literatura atual? Quais seus novos autores preferidos?
R: A literatura atual, brasileira, é sucesso de ponta a ponta do territótio nacional, dadas as suas necessárias proporções; hoje ficou mais difícil ser "best-seller" na metrópole, mas de certa forma, todos o são nas suas províncias...
Sobre os "Novos Autores", fica difícil destacar alguém, justamente devido ao grande número de gente publicando.

*
P: Deixe um pequeno currículo.
Antonio Cabral Filho publicou até agora ECCE HOMO, poesia, 1997; DUELO DE SOMBRAS, poesia, 1999; VER...SO CURTO&GROSSO, poemas piadas,2006; CD/DVD DEPOESIA, 2008, CINZA DOS OSSOS, poesia, 2009...

Coletâneas: POETAS DA CIDADE DE NITERÓI, poesia, 1992; ANTOLOGIA POÉTICA 2 -UFF/Eduff, poesia 1996; POETAS 10engaVETADOS, poesia, 1995; BRASIL LITERÁRIO 2007/2010; ANTOLOGIA 13 POSTAL CLUBE, poesia, 2011; FANTASIAS, coletânea de contos, crônicas e poesia, 2011, ALPAS21; POETAS EN/CENA 6 BELÔ POÉTICO 2012. Em programação: ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS, pela Ed. Pimenta Malagueta/Elenilson Nascimento...

*
Contato:



E-mail: letrastaquarenses@yahoo.com.br
Blog: letrastaquarenses.blogspot.com.br 

*
Pequena mostra da poesia de Antonio Cabral Filho

HAICAIS

Das copas floridas,
despencam só broches de ouro:
Ipês amarelos.
*
No cinzeiro cheio,
a prova do que serão...
Só quero aplaudir...
*
Canto da Uiara,
lá bem no ermo da floresta:
Quem ouve, não volta.
*
Na dança do fogo,
chamas devoram desejos:
Sagração do rogo.
*
Pleno meio dia,
nenhuma nuvem no céu:
Verão implacável.

TROVAS

Trem é coisa de mineiro,
mas é meio de partida;
leva o pai ao estrangeiro,
deixando a mãe desvalida.
*
Quem criou obras tão belas
como o luar das Gerais,
fez da mulher uma delas,
mas pra si tem algo mais...
*
Minas é demais da conta,
é terra das emoções;
pois só ela tem "Três Pontas"
e até "Três Corações"

*
Todos cantam sua terra,
também vou cantar a minha;
mas no meu verso se encerra:
- Minas Gerais é rainha!
*
POEMAS PIADAS

DESEMBUCHE

Oh meu caro Gabo,
tenha a santa paciência;
ninguém aguenta mais
"Cem Anos de Solidão!"
*
MACUNAIMAICAI

Sacrifício algum
vale prazer mais intenso
que matar o tempo.
*
MILITÂNCIA

Os meus sonhos de 68
acabaram em 69
nas areias de Ipanema
com uma loura bem suada.
*
SARRO

Poema feito nas coxas
é igual a mulher bonita:
Não precisa entender o enredo,
basta gostar do arranjo.
*
ELEGIA DE AUGUSTO DOS ANJOS

Fui ler Augusto dos Anjos,
mas assim logo de cara
fiquei que nem os arcanjos
caçando "Escarlete Ohara".

Pareceu-me um Frankenstein,
Drácula sem Baviera;
Por mais que vocês estranhem,
achei bem pior do que era.

Mas depois eu me dei conta,
tanta riqueza linguística
cuspida por gente tonta

sem apreço com estilística,
fora os burros sem cabrestos
aos coices pelos seus textos.
*
ESPELHO DE SOMBRAS

Por sobre os ombros
os olhos fitam o mundo
refletido no espelho
através da janela...
O corpo imerso no dia convulso
insensível aos suicídios
e ao calor das discussões
não figura, não é mais nem menos
na paisagem alheia.
O pintor no atelier
não o notaria pousado na folha
branca sobre a mesa.
O dia cheio de mecanismos
é tudo que cabe no espelho;
O resto, os olhos não podem ver...
***

terça-feira, 1 de outubro de 2013

** REVISTA MALABIA 57

QUEREMOS OFERECER-LHES

CADA UM compartilha o que acredita ter de melhor...Acesse.