terça-feira, 10 de dezembro de 2013

JOSÉ - REVISTA DE LITERATURA, CRÍTICA & ARTE * ANTONIO CABRAL FILHO - RJ

JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº1
circulou a partir do dia 31 de julho de 1976.
GASTÃO DE HOLANDA, Editor, assim se expressou no lançamento: JOSÉ é uma revista criada num momento especial das letras brasileiras, em que várias outras revistas de qualidade procuram dar testemunho de um trabalho intelectual intenso e por vezes insólito."
Me detenho no primeiro parágrafo do Editorial por pura satisfação, dada a paixão que tenho por esta revista.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº2
veio para as ruas em 31 de agosto de 1976, sua matéria  FORÇA foi o lançamento da ANTOLOGIA 26 POETAS HOJE, pela Editora Labor, Organizada por Heloísa Buarque de Holanda e que a tornou  respeitada como antologista.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº3
apareceu em 30 de setembro de 1976 e trouxe uma seleção de poetas dos mais fortes daquela década: Haroldo de Campos, Jorge Wanderley, Pedro Paulo de Sena Madureira, Gastão de Holanda, Elizabeth Veiga e Paul Celan.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº4
vem a lume em 31 de outubro de 1976
trazendo por matéria forte as CARTAS DE MÁRIO DE ANDRADE A CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE, e, de quebra, dois nomes já naquela época muito marcantes para as letras brasileiras, Silviano Santiago e Ana Cristina Cesar.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Ns5/6
chegou-nos a 10 de dezembro de 1976, com duas prendas para um leitor ávido de respostas literárias. São a ENTREVISTA COM ANTONIO HOUAISS  e o ENSAIO CATATAU, de Antonio Risério, sobre o livro de Paulo Leminski.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº7
assaltou os nossos espíritos em 31 de janeiro de 1977,
com um DEPOIMENTO de Alejo Carpentier a Klaus Muller - Bergh e uma ENTREVISTA DE ALCEU AMOROSO LIMA a Heloísa Buarque de Holanda, cuja tônica foi a gozada que ele deu na geração literária daquele momento, dizendo"...a geração de vocês, de repente se encontra diante de um muro..."
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº8
deu-nos um recreio de quatro meses e retornou em maio de 1977, mas com uma matéria fortíssima: ENTREVISTA COM ANTONIO CANDEIA, fundador da Escola de Samba e Centro de Cultura Negra QUILOMBO.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº9,
após umas férias, reapareceu em dezembro de 1977, e trouxe-nos um debate primoroso sobre a própria revista contando com a participação de Ferreira Gullar, Silviano Santiago e Geraldo Carneiro.
JOSÉ LITERATURA CRÍTICA & ARTE Nº10
reapareceu em julho de 1978, com atraso assustador para quem esperava "demais" da equipe, mas compensou com uma HOMENAGEM A OTTO MARIA CARPEAUX através de depoimentos de amigos como Antonio Houaiss, Aloysio Branco, Carlos Drummond de Andrade, Gastão de Holanda, José Guilherme Mendes, Mauro Gama e Sebastião Uchoa leite. Além dese presentão, veio ainda de gruja a ENTREVISTA COM EMYR RODRIGUEZ MONEGAL, realizada por Bella Joseph, Gastão de Holanda, Luis Costa Lima, Klaus Muller - Bergh, Sebastião Uchoa Leite e Silviano Santiago.
Parecia um ADEUS, mas pra mim, foi. Nunca mais encontrei a revista em livraria nenhuma das que eu frequentava. Mas fica aqui regitrada a minha simpatia pelo trabalho dessa gente bronzeada mostrando seu valor.
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

TROVA EM DEBATE: DITONGOS E HIATOS * Antonio Augusto de Assis - PR

(foto do autor)
A.A. de Assis
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Antes, quero pedir desculpas ao Autor: Antonio Augusto de Assis. Mas uma polêmica dessa envergadura não pode ficar sendo repassada de amigo a amigo. Ela tem que ser levada  a público. Ele, que é um grande autor no mundo da trova, já foi vítima do "entendimento" de jurados em concursos. Imaginem os autores sem a destreza dele? Eu, cá do cantinha da minha humildade, fui acusado de "cochilar", "comer moscas", por causa de um encontro vocal do tipo abordado acima.
Com o devido respeito que A.A. de Assis merece, eu tomo a iniciativa de tornar pública essa polêmica.
Antonio Cabral Filho
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TROVA EM DEBATE PROSSEGUE........



Posted: 22 Nov 2013 02:41 PM PST
http://4.bp.blogspot.com/-icL8-08GTCQ/Uo_dYjnB39I/AAAAAAAAp3g/TFPpbqy-tmg/s200/Cantinho+do+Prof+Pedro+Mello.jpg
Em 2008, recebi das mãos de José Ouverney um livro que julgo significativo para a trovismo: “Trovas Brincantes II”, um livro a “oito mãos”, de A. A. de Assis, Edmar Japiassu Maia, José Fabiano e José Ouverney. Um quarteto fantástico... Entre as diversas trovas de humor que enfeixam o livro, três são merecedoras de um olhar mais atento por causa da criatividade:



Moderno, poupa viagem
o novo pombo-correio:
- Hoje ele manda a mensagem
numa boa, por email...
AA de Assis

Certo cupim se deu mal,
pois um dia aconteceu:
Era tão cara-de-pau,
que outro cupim o comeu!
José Ouverney

Sou moderno e bem arisco.
Será que você não vê?
Eu não tenho hérnia-de-disco,
sofro é de hérnia-de-CD...
José Fabiano

As três trovas em questão, assim como a trova do Bessant, à qual aludi no texto anterior, são de especial interesse por causa das rimas.

A. A. de Assis e o estrangeirismo bem-sucedido

A trova do Assis reflete algumas experiências que o autor tem feito no campo da linguagem, notadamente com o emprego bem-sucedido de anglicismos de uso corrente. Meses atrás escrevi sobre o uso da palavra “download”, e agora vemos a palavra “email”, que ele rimou com correio. Um efeito muito inteligente, até porque as palavras são de mesmo campo semântico, mas de línguas diferentes. O autor usa “email” do jeito como a palavra é empregada no Brasil: ipsis litteris, sem aportuguesamento e do modo como provavelmente se cristalizará no idioma.

A língua, no dizer de Ferdinand de Saussure, qualquer que seja, é arbitrária; não existe uma relação intrínseca entre a palavra e aquilo que ela designa. Nos estrangeirismos em Português essa arbitrariedade do signo linguístico fica bem evidente: há palavras que são aportuguesadas com bastante sucesso, como é o caso de “futebol” (foot ball), “abajur” (abat jour), “carnê” (carnet), buquê (bouquet), entre muitas outras. Outras, porém, permanecem com a grafia original: aids, air bag, bacon, blitz (germanismo) check in, marketing, pizza (italianismo), internet, email... Não existe uma “regra” para se aportuguesar ou não determinado estrangeirismo. Por isso que lembramos da afirmação de Saussure de que o signo é arbitrário.

Há quem vocifere contra o uso de estrangeirismos, mas esse é um fenômeno inevitável em qualquer língua: trata-se de um intercâmbio cultural inexorável. Isto que não quer dizer que não haja falta de bom-senso em letreiros de loja onde aparecem expressões do tipo “20 % off” por exemplo. Por que não “20 % de desconto”? Há estrangeirismos desnecessários e que constituem claramente vícios de linguagem, como o exemplo do “off” em anúncios de promoções em lojas. Entretanto, grande parte dos estrangeirismos se incorporam à lingua e tornam-se parte de um grande inventário aberto. Como vernaculizar “marketing” ou “pizza”? No caso de email, há o correspondente endereço eletrônico. As duas expressões existem paralelamente, mas em termos de comunicação é muito mais prático usar uma palavra simples de duas sílabas do que uma expressão composta de duas palavras. Não podemos nos esquecer de que a língua é dinâmica. O Assis, como um bom poeta, percebe essa plasticidade das palavras e brinca com elas a seu bel-prazer. Legítima a rima de “email” como “correio”. Ainda não é “concursável”, mas poderá ser em breve...

José Ouverney e a pronúncia brasileira do -l

O “l” é uma consoante alveolar, juntamente com o “n” e o “r”. Tais consoantes são assim chamadas porque são produzidas dentro da boca com a articulação da ponta frontal da língua com os alvéolos dentais (próximo à raiz dos dentes) na abóbada palatina.

No entanto, em final de palavras, o -l é vocalizado como -u. Isto quer dizer que -al soa como -au, -el, soa como -éu e -il soa como -iu. A trova do Ouverney, assim como a do Bessant, a que aludi no artigo anterior, soa de modo “brasileiro”!

José Fabiano e as consoantes sem vogal

A trova de José Fabiano também é muito interessante por causa do uso da palavra CD. Além de anglicismo, a palavra CD ainda foge da tradição por ser abreviatura e constituir-se, neste caso, de duas consoantes não acompanhadas de vogal.

Reza a tradição que “não existe sílaba sem vogal”. Realmente, não há sílaba sem vogal. Tecnicamente, então, CD não teria duas sílabas? Questão controversa, mas foneticamente perfeita: as vogais não estão escritas, mas são pronunciadas... cê-dê... não é assim? Já houve trova (não humorística) premiada que continha a palavra CD.

Fenômeno parecido com o da trova em questão é o suarabácti, um metaplasmo por permuta, no qual consoante muda em meio de palavra é pronunciada como se tivesse vogal. Alguns instintivamente contam tal consoante “muda” como uma sílaba. Não seria o caso de discutir o caso do suarabácti, condenado pelo nosso “decálogo de metrificação”? Embora a trova de José Fabiano não seja um exemplo de suarabácti, já vi trovas em que consoantes mudas são contadas como sílabas. Até porque foneticamente nenhuma consoante é muda. Querendo ou não, sempre pronunciamos uma vogal como apoio à consoante.

CONCLUSÃO

As línguas evoluem, assim como as sociedades que as usam. O Português evolui a passos céleres, e a trova, vez ou outra, documenta essa evolução. Os exemplos são de trovas humorísticas, gênero no qual as inovações ou licenças poéticas ocorrem com mais frequência. Isto não quer dizer que apenas o gênero humorístico “permita” inovações. A língua é uma só, independente do gênero da trova.

Fonte:

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DF LETRAS: RESGATE NECESSÁRIO * Antonio Cabral Filho

DF LETRAS 63/69 Dezembro 1999
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O CHORO DA MORTE

Dorme, Brasília, o sono do cerrado;
passa... felina...a noite irracional.
Numa parada um índio fatigado,
se deita e cobre o corpo com jornal.

Tão logo... chega um carro e para ao lado...
ausculta... e em disparada passional
parte e retorna. Um grupo tresloucado
encharca do índio a massa corporal

e num segundo, um monstro, de viés
ateia fogo ao líquido e papéis
enquanto a morte em desespero implora:

Misericórdia aos céus por tanta afronta,
esta crueldade até a mim amedronta!
E aflita e em desespero a morte chora.

Antonio Temóteo dos A. Sobrinho - DF
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História das Capas
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A capa é a foto de Carlos Moura sobre o Monumento de Siron Franco em memória de Galdino Jesus dos Santos, o Galdino Pataxó, queimado e morto na W-3 Sul por 5 "filhos de papai"  na madrugado de 21 de Abril de 1998.
A contra-capa acima é uma obra de arte de alguém que se assina RESA e a realizou usando o poema de Oswald de Andrade, Erro de Português. 
Quero registrar que quando eu assinava essa revista, eu não sabia nadinha de informática, mas quero demonstrar aqui tanto os meus "pogresso" como minhas gratidões pelo carinho com que sempre fui tratado pelo pessoal que dirigia e editava  a Revista DF LETRAS, editada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

** REVISTA MALABIA 57

QUEREMOS OFERECER-LHES

CADA UM compartilha o que acredita ter de melhor...Acesse.

domingo, 15 de setembro de 2013

4ª ANTOLOGIA "LOGOS" - MÊS DE SETEMBRO - NA FÉNIX - COM 244 AUTORES


Prezado Autor Antonio Cabral Filho, 
para visualizar todas as páginas desta Antologia,
click no link abaixo:
Agora com tradutor automático em todas as páginas,
 por solicitação de diversos autores e leitores estrangeiros


domingo, 14 de julho de 2013

ME DISSERAM... * ANTONIO CABRAL FILHO

"CARLOS"
Eu menino me disseram
que eu era HOMEM
com todas as letras maiúsculas

que eu teria uma mulher
com a qual me casaria
e seríamos felizes para sempre.

Porém, eu descobri
o amor e a liberdade
e percebi que o amor é solteiro
e a liberdade não se casa com ninguém.

Em seguida me disseram
que todos tinham religião
e me venderam um deus
que eu seguiria para sempre.

Porém, eu notei
que haviam muitos templos
tantas tendas
onde comprar-se um deus
que eu desisti
e fui tachado de ateu.

Depois me disseram
que todos tinham ideologia
e venderam-me um partido
no qual eu ingressaria
E S  P O N T A N E A M E N T E 
e a ele serviria enquanto eu quisesse.

Tornei-me então violento ativista,
mas constatei que todos tinham que ser iguais
e que ser a si próprio era impossível,

até que um dia me avisaram
que eu estava fora do partido
e que eu não era comunista.

Desde então venho notando
que todas as coisas têm um preço
e eu não posso comprar nada
de tudo que tentam vender-me.

E ainda assim
o SHOW BUSINESS
não quer deixar-me em paz
por onde quer que eu passe.

Como é possível
numa mesma praça
de um lado um religioso
fantasiado de Cristo
nos ofertando a paz celestial

e do outro
um comisso eleitoral
nos oferecendo streep-tease
em troca de voto?

Agora restou-me a pecha:
disseram que eu sou ANARQUISTA.

domingo, 3 de março de 2013

MARIA DA PENHA 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER * Antonio Cabral Filho

*
www.mariadapenha.org.br
*

 TROVAS À PROFESSÔRA MARIA DA PENHA 

Razão da Lei Maria da Penha
**
Maria da Penha é grei,
que põe contra a lei das armas
o poder de arma da lei
sobre os senhores do karma.
&
Maria da Penha oh é
nordestina e feminista,
dá exemplo pra quem quer
aprender matar machista.
&
Maria da Penha é ser
total Maria da Penha,
toda força pra vencer
aquele que as armas tenha.
&
Maria da Penha, é teu
o gosto desta vitória,
vitória que mereceu
brilhar no templo da glória.
&
Com o dinheiro não me iludo,
ante a quem passou por tanto,
mas sei que a vitória é tudo
sobre a derrota do quanto.
&
Nem a razão soturna
justifica tal loucura,
com torpeza tão noturna
contra outra criatura.
&
Salve Maria da Penha
e com meu gesto demonstro
que na luta vale a pena
tudo que derrote o monstro.
&
Maria da Penha tece
sua rede na memória
junto com quem não esquece
de quem constrói nossa história.
&
Lute Maria da Penha!
Não dê férias pra madeira
nem descanso para a lenha,
lhe quero sempre guerreira.
**

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

NOVÍSSIMA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA...Antonio Cabral Filho

Portal Cronópios/Revista Arraia PajéurBR
São 58 autores, segundo os editores, "Os melhores novos ficcionistas do Brasil" editados em dois volumes duplos, metade poesia, metade contos. CONTOLOGIA e POEMANTOLOGIA. Os Organizadores Pipol, Carlos Emílio C. Lima e Claudio Portella são uma equipe de grandes projetos e vêm produzindo intensamente de 2010 em diante. Acessem http://www.arraiapajeurbr.com   e   
http://www.cronopios.com.br  e confiram.  
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ARRAIA PAJEUR BR...Antonio Cabral Filho

http://www.arraiapajeurbr.com   

A Revista Arraia PajeurBR 04 chegou. E vem defraldando, OU MELHOR, DESFRAUDANDO a bandeira da liberdade estética. A foto acima é o Caleidoscópio Afetivo, poema publicado ao centro da revista, que levou-me a procurar o Autor até às custas de lupa, dado ao estado de euforia em que fiquei na busca de entender o que se encontra à minha frente. Mas parei. E resolvi a minha penúria com a seguinte exclamação: Autor pra quê... A Arte dispensa essas coisas. E segui lendo. Lendo?! Nem sei, pois o prazer estético é extraordinário. Lembra-me Salvador Dali, Pablo Picasso, Helio Oiticica et all... Vide site.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

REVISTA PRISMA CULTURAL & TEMA DE LARA (Filme Dr. JIvago)* SELMO VASCONCELLOS

          REVISTA PRISMA CULTURAL Nº 003                                 

               www.selmovasconcellos.com.br

Selmo Vasconcellos, desde Rodônia atinge o mundo, seja com a sua poesia, seja com seu trabalho jornalístico. Tudo para sacramentar sua marca, incomparável, de talento e sucesso. Prova disso é que acaba de surpreender a todos, tão habituados que estávamos com revelações literárias cada vez maiores na coluna  MOMENTO LITERO CULTURAL, agora através da REVISTA PRISMA CULTURAL, com edições semanais a partir de janeiro de 2013. Podemos conferir pelo www.selmovasconcellos.com.br 
as edições  nº1, 2 e 3, mas já de olho no 4,
e confirmar as surpresas sempre crescentes que trazem, como neste nº3, onde participam, além dos homenageados Ascendino Leite e Ledo Ivo, José Nêumane Pinto,Lau Siqueira, Luiz Otávio Oliani, José Valdir Pereira, Paulo Reis, Antonio Cabral Filho, Eurídice Hespanhol, Jorge Ventura, Valdeck Almeida de Jesus, Gisele Pitta, Amélia Luz, Idalina de Carvalho e Jiddu Saldanha.
Selmo Vasconcellos cobra um preço especial para sua recompensa, qual seja, muito acesso, muitos comentários, divulgação máxima e a participação dos amigos. Mas para fechar esta conversa, é melhor um texto do próprio:
TEMA DE LARA

Quando o amor
começa branco,
é porque
branco vai ser o amor.
Branco é neve,
é leve,
é Lara.
Um amor revivido que não pára.
Amor, laço
Amordaço.
Beijos com uva.
na melhor tarde de chuva.
Vela perfumada,
acesa vela,
acesa amada.
Incenso,
e a ti pertenço.
Doce era,
Erva doce
Vermelho vivo,
rutilante,
excitante,
marcante.
Vivo amarelo,
na medida que avanço,
nada causa, nada cansa.
Amarelo,
se quero?
Quero.
O mais puro,
o mais belo.
Amar...elo
Amarelo Van Gohg
Azul,
encontro do norte com o sul.
Verde-água, atração.
afogado de paixão.
Rosa alegria,
numa noite
nem a folha se movia.
Lembrança, saudade.
Permaneço, Piedade.
(4 e 8 de janeiro de 2006)
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   UM POUCO MAIS DE SELMO VASCONCELLOS


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www.selmovasconcellos.com.br
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